O cenário das certificações profissionais no setor bancário está passando por uma transformação profunda. A partir de 9 de fevereiro de 2026, a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) implementará sua nova estrutura de selos, substituindo as tradicionais CPA-10, CPA-20 e CEA. Esta mudança visa alinhar o mercado brasileiro aos padrões internacionais e focar na atividade prática exercida pelo profissional, em vez de apenas no segmento de atuação.
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## As Novas Nomenclaturas e Suas Funções
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Diferente do que foi divulgado em algumas comunicações iniciais, as nomenclaturas oficiais confirmadas pela ANBIMA para o novo modelo são CPA, C-Pro R e C-Pro I. Cada uma delas reflete uma trilha de especialização baseada nas responsabilidades do dia a dia do bancário.
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## Regras de Transição e Prazos Importantes
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Para os profissionais que já possuem as certificações CPA-10, CPA-20 ou CEA, não há motivo para alarme imediato. A ANBIMA estabeleceu um período de transição gradual. Os certificados atuais permanecerão válidos até 31 de dezembro de 2026. Após esse prazo, a migração para o novo modelo de microcertificações será obrigatória para a manutenção da habilitação profissional.
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"É fundamental que os bancários fiquem atentos ao cronograma. Entre os dias 5 e 8 de fevereiro de 2026, os sistemas da ANBIMA ficarão temporariamente indisponíveis para a implementação das novas funcionalidades, com o agendamento das novas provas sendo liberado logo em seguida."
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## O Papel do Sindicato e a Responsabilidade dos Bancos
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O Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região, em conjunto com a FETRAF RJ-ES, reforça que a qualificação profissional não deve ser um fardo exclusivo do trabalhador. Defendemos que as instituições financeiras têm a obrigação de fornecer os cursos preparatórios necessários e, principalmente, tempo adequado dentro da jornada de trabalho para que os bancários possam se atualizar sem comprometer sua saúde ou vida pessoal.
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A nova avaliação da ANBIMA passará a incluir não apenas conhecimentos técnicos, mas também as chamadas soft skills (competências comportamentais) e casos situacionais. Por isso, o apoio das instituições é imprescindível para garantir que nenhum bancário fique para trás nesta transição. A luta sindical permanece firme para que a modernização do setor venha acompanhada de condições dignas e respeito aos direitos da categoria.
