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LUCRO RECORDE, DEMISSÃO NA PORTA: A CONTA QUE NÃO FECHA PARA O TRABALHADOR

30/01/2026, 10:38

O cenário atual é marcado pela continuidade da política de redução de quadros nos grandes bancos privados, o que representa um ataque direto à estabilidade e à qualidade de vida dos trabalhadores.

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O cenário atual é marcado pela continuidade da política de redução de quadros nos grandes bancos privados, o que representa um ataque direto à estabilidade e à qualidade de vida dos trabalhadores. O movimento sindical bancário denunciou o início de 2026 com demissões no Itaú e no Bradesco, exigindo explicações dos bancos. De forma ainda mais grave, o Banco Itaú Unibanco foi alvo de protestos sindicais após o corte de 1000 postos de trabalho, levando os bancários a convocar uma plenária para organizar a resistência e orientar os demitidos.

Essas ações dos bancos, que historicamente reportam lucros bilionários, demonstram a insensibilidade do capital financeiro. A busca incessante por maximização de lucros, impulsionada pela digitalização e reestruturação, tem como consequência direta o descarte de mão de obra qualificada.

No setor público, a luta também se intensifica. O Sindicato destacou a mobilização contra a reestruturação do Banco do Brasil e a intransigência da Caixa Econômica Federal em relação ao Saúde Caixa. Tais embates reforçam a necessidade de vigilância constante e mobilização para garantir que os bancos públicos cumpram sua função social, valorizando seus empregados e não replicando a lógica predatória do setor privado.

## A Crise Regulatória e o Risco das Fintechs

A crise envolvendo a liquidação do Will Bank e as investigações sobre o Banco Master trouxeram à tona a fragilidade regulatória do sistema financeiro, em especial no que tange às fintechs. O movimento sindical bancário tem alertado repetidamente que a desregulação e a falta de proteção aos trabalhadores e clientes neste novo segmento criam um ambiente de alto risco.

A liquidação de instituições financeiras, como no caso do Will Bank, expõe os trabalhadores à insegurança e à falta de amparo, enquanto a crise do Banco Master, com investigações da Polícia Federal, demonstra que a ausência de fiscalização rigorosa pode levar a práticas que comprometem a saúde do sistema financeiro como um todo. A ótica sindical exige uma regulação mais estrita e a garantia de que os direitos trabalhistas sejam preservados em qualquer modalidade de instituição financeira.

## O Contexto Macroeconômico e o Impacto na Classe Trabalhadora

As notícias econômicas do dia confirmam um cenário de pressão inflacionária e juros altos, que penaliza diretamente a classe trabalhadora. O IPCA-15 registrou alta, com o acumulado em 12 meses (4,5%) superando a meta central de inflação. A inflação corrói o poder de compra dos salários, tornando a vida do trabalhador mais cara.

Em meio a este quadro, o Comitê de Política Monetária (COPOM) inicia sua reunião para definir a Taxa Selic. A manutenção de juros em patamares elevados, como o projetado pelo mercado, favorece a rentabilidade dos bancos, que lucram com a dívida pública e o crédito caro, mas freia o crescimento econômico e a geração de empregos. A perspectiva sindical é clara: é urgente a redução da Selic para estimular a produção, o emprego e o consumo, e não apenas o rentismo.

## A Força da Organização: História e Conquistas

A atuação sindical continua a gerar conquistas concretas, como a negociação de bolsas de graduação e pós-graduação no Santander e o bolsa auxílio educação no Itaú . Tais benefícios, obtidos através da negociação coletiva, demonstram que a pressão organizada é o único caminho para mitigar os impactos da lógica capitalista e garantir melhores condições de vida para a categoria.

## Conclusão

Iniciamos 2026 com um retrato da permanente tensão entre o capital financeiro e a classe trabalhadora bancária. De um lado, a ofensiva das demissões em bancos privados e a crise regulatória das fintechs impõem desafios urgentes. De outro, o cenário macroeconômico de inflação e juros altos reforça a necessidade de uma política econômica que priorize o social. A resposta do movimento sindical é a mobilização contínua, a cobrança por regulação e a valorização da história de luta como pilares para a defesa dos direitos e do emprego de toda a classe trabalhadora.