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Sindicato dos Bancários

CEE/ Caixa defende Saúde Caixa para todos

19/08/2020, 12:33

  O modelo de custeio do plano de saúde dos empregados será a pauta da quarta reunião de negociação do ACT A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) volta a se reunir com a direção da Caixa Econômica

O modelo de custeio do plano

de saúde dos empregados será a pauta da quarta reunião de negociação do ACT

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A

Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) volta a se reunir com a

direção da Caixa Econômica Federal, às 10h, nesta quarta-feira (19), por

videoconferência, para a quarta reunião de negociação do Acordo Coletivo de

Trabalho (ACT). Desta vez, a pauta será Saúde Caixa. Resultado de um longo

processo de mobilização e luta dos empregados, o Saúde Caixa está sendo alvo de

ataques da direção da Caixa e do Governo Federal. A reivindicação é pelo Saúde

Caixa Para Todos com sustentabilidade.

Durante a negociação, os empregados devem participar do

tuitaço com as hashtags #SaudeCaixaParaTodos #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil

#NaLutaComVocê. “A mobilização é fundamental para defender os direitos e os

benefícios de saúde, principalmente neste momento de pandemia. O Saúde Caixa

sustentável e para todos é fundamental para a sustentabilidade do nosso plano”,

afirmou a coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Confederação

Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt.

O Saúde Caixa é fruto de muita mobilização e se consolidou

como direito dos trabalhadores da Caixa no Acordo Coletivo desde 2004. Os

custos administrativos são bancados pela Caixa, que arca também com 70% dos

custos de saúde. Os empregados arcam com os 30% restantes por meio de

mensalidade (2% do salário) + 20% de coparticipação nos procedimentos, com teto

de R$ 2.400 anuais. Uma consultoria contratada pela própria Caixa aponta que a

participação do banco no custeio do plano de saúde dos trabalhadores será

reduzida de 70% para 40,4%, em 2024. Por outro lado, 57% dos custos do Saúde

Caixa se referem exclusivamente aos titulares, enquanto 28% são dos cônjuges e

13% por conta dos filhos, que na grande maioria estão nas faixas etárias mais

baixas e com menores índices de utilização de serviços de saúde. O maior grupo

etário no Saúde Caixa é justamente o dos usuários entre 0 e 18 anos, que reúne

60 mil indivíduos ou 21% do número total.

Além do aumento do valor médio do desconto do Saúde Caixa no

contracheque dos trabalhadores, dos atuais R$ 423 para R$ 1600 em 2024, como

prevê a consultoria contratada pela Caixa, outra medida que o banco quer

implementar é a cobrança por dependente. A adoção da nova regra pode significar

a saída de milhares de usuários do plano por não terem condições de pagar. A

Caixa propõe a alteração mesmo diante do superávit de R$ 500 milhões acumulado

até 2019, condição que demonstra a sustentabilidade do modelo de custeio atual.

A gestão da Caixa coloca a individualização da cobrança por

dependente como condição para a inclusão dos novos contratados no Saúde Caixa,

deixando claro que, se o novo modelo de cobrança não for aceito pelos

empregados, continuará a discriminar os cerca de três mil contratados após

31/08/2018.

A Caixa alega seguir orientação do governo federal contidas

na resolução CGPAR 23, que recomenda às estatais federais reduzir o

investimento na assistência à saúde de seus empregados e aposentados. Com as

medidas que já estão em curso, a participação do banco no custeio do plano de

saúde sairá dos atuais 70% para 40,4%, em 2024, segundo as estimativas adotadas

pelo próprio banco. Com isso, os usuários passarão a arcar com 59,6% no lugar

dos 30% custeados desde 2004. Já em 2021, os usuários sentirão a diferença, quando

a proporção do custeio chegar a 50,3% para os trabalhadores e 49,7% para a

Caixa.

#SaudeCaixaParaTodos

#MexeuComACaixaMexeuComOBrasil

#NaLutaComVocê

Fontre: Contraf

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Fonte: Blogger Takeout