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Banco do Brasil traz mais propostas para retirada de direitos

18/08/2020, 12:24
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Banco está tocando a pauta do governo Bolsonaro, que quer rebaixar salários e reduzir direitos de todos os trabalhadores de empresas estatais Depois de apresentar uma proposta para redução do período de avaliação para retirada de…

**Banco está tocando a pauta do governo Bolsonaro, que quer

rebaixar salários e reduzir direitos de todos os trabalhadores de empresas

estatais**

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Depois de apresentar uma proposta

para redução do período de avaliação para retirada de comissão de função, com o

consequente rebaixamento de salários, na reunião desta segunda-feira (17) com a

Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o banco trouxe

mais quatro propostas que podem trazer prejuízos aos funcionários: a proibição

da acumulação e venda dos cinco dias de folga a que o funcionário tem direito a

cada ano; o fim do descanso de 10 minutos a cada hora para os funcionários do

autoatendimento; o registro de ponto do intervalo de 30 minutos para almoço; e

a implantação do ponto eletrônico para os funcionários do BB Seguridade, BBDTVM

e outras subsidiárias do banco.

“O banco está nos trazendo a pauta do governo Bolsonaro, que quer rebaixar salários

e reduzir direitos de todos os trabalhadores de empresas estatais, inclusive

dos bancos públicos”, avaliou o coordenador da Comissão de Empresa dos

Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Se nas cláusulas

sociais está deste jeito, podemos esperar algo ainda pior das negociações das

cláusulas econômicas, na mesa única de negociações com a Fenaban (Federação

Nacional dos Bancos)”, completou.

Só a luta te garante

O coordenador na CEBB ressaltou a

importância da mobilização e participação da categoria nas ações para

pressionar os bancos. “Os bancários têm a consciência de que precisam

participar das atividades para pressionar os bancos. O que eles talvez ainda

não tenham se dado conta é que, neste ano, as atividades não são presenciais, não

estão relacionadas ao fechamento de agências e departamentos. A luta vai ser

toda por meio da atuação nas redes sociais”, ressaltou. “Os bancários precisam

atuar, nem que seja por meio de um perfil secundário, para conseguirem manter

seus direitos, seu emprego e sua renda”, disse.

Fukunaga disse que a CEBB vai se reunir, mais uma vez para avaliar as formas de

mobilizar os funcionários para lutar contra as propostas que retiram direitos

dos trabalhadores.

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