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Sindicato dos Bancários

Bancári@s negociam igualdade de oportunidades com Fenaban

13/08/2020, 12:19

  Negociação começa às 11h; às 10h tem tuitaço da categoria   Desigualdades da sociedade estão também presentes na categoria Renda média das bancárias é 21,75% menor do que a dos colegas homens Negros represent

Negociação começa às 11h; às 10h tem tuitaço da categoria

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  • Desigualdades da sociedade estão também presentes na

categoria

  • Renda média das bancárias é 21,75% menor do que a dos colegas

homens

  • Negros representam apenas 4,8% nos cargos de diretoria das

instituições bancárias

  • Categoria tem programa de prevenção à prática de violência

doméstica

A nova rodada de negociação desta quinta-feira (13) entre o

Comando Nacional d@s Bancári@s e representantes da Federação

Nacional dos Bancos (Fenaban) tem como tema a igualdade de oportunidades. A

reunião começa às 11h e será precedida por um tuitaço, às 10h. Vamos

todos tuitar juntos #NaLutaPorIgualdade .

Todos sabem que o Brasil é um país desigual e o mesmo

acontece em nossa categoria. @s bancári@s têm importantes lutas por

igualdade e cabe destacar que a categoria já realizou Censo da Diversidade, que

teve três edições, em 2009, 2014 e 2019. Esses censos mostraram a desigualdade

nos bancos. Entre os grupos mais discriminados estão mulheres, negros,

homossexuais e pessoas com deficiência (PCDs). Por isso, nessa negociação, @s

bancários vão defender o fim da discriminação e a igualdade de oportunidades no

ambiente de trabalho.

As desigualdades estão presentes na categoria. Dados do

Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese)

mostram que as mulheres representavam 48,8% da categoria bancária em 2018. No

mesmo ano, a renda média das mulheres bancárias era 21,75% menor do que a dos

colegas homens. No Censo da Diversidade de 2019, 68,8% da categoria eram

brancos, 24,3% pardos, 28,2% negros e 2,8% amarelos. No Censo da Diversidade de

2014, os negros tinham remuneração média de 87,3% em relação à dos brancos.

Apesar de serem maioria entre a população brasileira, os negros representam

apenas 4,8% nos cargos de diretoria das instituições bancárias.

Preconceito

Pressões motivadas pelo preconceito estão presentes na

categoria. A própria Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) tem pesquisas

que mostram que a comunidade brasileira de lésbicas, gays, bissexuais,

travestis, transexuais, transgêneros, queer, intersexo e assexuais (LGBTQIA+)

representa quase 9% da população brasileira. Mesmo assim, 61% dos profissionais

LGBTQIA+ não assumem sua orientação sexual ou a identidade de gênero. Os outros

49% restantes não a escondem, mas não falam abertamente do assunto no ambiente

de trabalho para se integrar entre os colegas.

Conquistas

Este ano, já conseguimos algumas conquistas. Em março, o

Comando Nacional d@s Bancári@s assinou com a Fenaban um aditivo

à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria para a criação de um

programa de prevenção à prática de violência doméstica e familiar contra

bancárias, que também garante o apoio àquelas que forem vítimas. Pesquisas

apontam que, no Brasil, mulheres vítimas de violência costumam se ausentar do

trabalho, em média, por 18 dias.

Acompanhe as negociações da Campanha

Nacional d@s Bancári@s pelas nossas redes sociais.

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Fonte: Blogger Takeout